11 de mai. de 2009

Igreja Presbiteriana do Brasil em Chácara

Inaugurada a primeira Igreja Presbiteriana do Brasil, no município de Chácara/MG, no último final de semana. Entre as programações desenvolvidas estava a distribuição de informativos religiosos, em caminhada, pelos logradouros da cidade, ocorrido às 17h e, um culto ao ar livre, à noite. O evento ainda contou com a presença do quarteto de vozes masculinas “Mensageiros da Paz”. A igreja chacarense ficará sob a administração da 7ª Igreja Presbiteriana, sediada em Juiz de Fora, no bairro Monte Castelo. Chácara situa-se na microrregião de Juiz de Fora, a uma altitude de 800m, tendo uma população aproximada de 2.613 habitantes (IBGE - censo de 2004).
Wellerson

4 de mai. de 2009

O Misterioso Rèquiem de Amadeus

Termo oriundo do latim “requiem aeternam dona eis”, que significa “dai-lhes o repouso eterno”, o Rèquiem de Amadeus Wolfgang Mozart é uma de suas obras mais surpreendentes, envolta em um mistério viciante.

Nascido em Salzburgo, na Áustria, a 27 de janeiro de 1756, Mozart foi considerado uma criança prodígio, compondo pequenos minuetos e sonatas desde os cinco anos de idade e, considerado Konzertmeister - mestre de concerto - em 1772. É o compositor clássico mais lembrado em dias atuais. Dentre sua vasta obra, as mais lembradas são as Óperas “Don Giovanni”, “A Flauta Mágica” (já mencionada neste blog), “A Clemência de Tito” e o “Rèquiem” .

Entende-se como Rèquiem uma missa composta, especialmente, para um funeral. É inserida, na música, passagens bíblicas e orações para uma entrada dos mortos no céu. Segundo a história, um misterioso rapaz, de identidade desconhecida, encomendou uma missa fúnebre a Mozart, entregando-lhe uma carta. Este jovem perguntou se Mozart estaria disposto a compor um Rèquiem, por que preço, e por quanto tempo levaria para concluir tal obra. Contudo, tal mistério foi revelado, posteriormente, pela História. O Rèquiem foi encomendado pelo Conde Walsegg–Stuppach, em memória de sua esposa. Foi o seu advogado, Dr. Johann Sortschan, que apareceu a Mozart encomendando a missa. Esse Rèquiem não consta registrado no catálogo de obras de Mozart, pois ele só inscrevia as peças, em sua lista, depois de acabadas, algo que o grande compositor clássico não o fez. Mozart faleceu no dia 05 de dezembro de 1791, em Viena, antes que pudesse concluir esta missa.

Em Ré Menor (K.626, o Rèquiem foi composto para quatro solistas (soprano, soprano alto, tenor e baixo) e para um coral com as mesmas vozes. Mozart deixou partes da orquestração e vozes para contraltos incompletas. Seu discípulo musical Franz Xaver Süssmayr completou grandes trechos da obra. No entanto, essa obra sofreu alterações ao longo do tempo, por demais maestros, como Richard Strauss e Bruno Walter, versão esta mais executada pelas orquestras da atualidade.

Sequência das Melodias do Rèquiem:

1.Introitus
1.1.Requiem
1.2.Kyrie

2.Sequentia
2.1.Dies irae
2.3.Tuba mirum
2.4.Rex tremendae
2.5.Recordare
2.6.Confutatis
2.7.Lacrimosa

3.Offertorium
3.1.Domine Jesu Christe
3.2.Hostias
3.3.Sanctus
3.4.Benedictus
3.5.Agnus Dei

4.Communio
4.1.Lux aeterna


Wellerson


Fonte: Acervo da Bibioteca Murilo Mendes (Juiz de Fora/MG), www.infonet.com.br/mozart; musicaclassica.folha.com.br, www.geocities.com/Vienna

A Arte da Interpretação

Emocionar o público necessita talento

Rimos e choramos, ficamos surpresos, assustados, apreensivos e, por vezes, inquietos, assentados na platéia, diante de uma peça teatral. Ora gritamos, ora silenciamos. Tudo faz parte do espetáculo. Ao passarmos pelas portas de um Teatro entramos em um outro mundo. Um mundo fascinante que encanta. Emocionar o público necessita talento.
Para aqueles que pensam que o teatro é algo simples e fácil de ser realizado, enganam-se. É preciso ter conhecimento, domínio da técnica e acima - acima de tudo - talento. Gostar de teatro não basta. É preciso viver o teatro. Senti-lo na alma. Senti-lo correr nas veias. Não é fácil incorporar um outro ser. Emocionar o público necessita talento.
O ator trabalha sempre com a imaginação pró-ativa, exteriorizada, dando vida à personagem. As circunstâncias são imaginadas com veracidade e conhecer os motivos das cenas é fundamental. Emocionar o público necessita talento.
O palco precisa ser o mais real possível, sem a contribuição de recursos tecnológicos como, os efeitos especiais, cortes e edições, usados pelo cinema, influenciando, desse modo, a interpretação do ator. Este se esvazia de si mesmo, deixando de lado suas ideologias e seus dogmas, para expressar uma personagem que se encontra longe de sua realidade. Emocionar o público necessita talento.
Alguns já nascem com o talento aflorando sobre a pele. Este é capaz de imitar, com exímio, o nascer de uma flor. Contudo, outros, necessitam de estudos profundos para uma inserção completa nesse mundo que, ao mesmo tempo, é tão real e surreal. Assim, emocionar o público necessita talento.
Horas, dias, meses, e até mesmo, anos são dispensados na dedicação de uma única obra teatral. O teatro torna-se uma família. Unida. Assim como na música, em que a harmonia precisa reinar entre os músicos de uma orquestra, essa harmonia precisa estar presente nos bastidores do teatro. Uma sinfonia entre os atores. Acordes na interpretação. Expressões como “pianíssimos e mezzofortes” no rosto de cada ator, em cada gesto e movimento. O ator estuda os textos e seus contextos como um músico estuda sua partitura, envolto em sustenidos e bemóis. Emocionar o público, definitivamente, necessita talento.
Wellerson

"A Música é a ciência que pode nos fazer rir, chorar e dançar" Guilhaume de Machaut"

24 de abr. de 2009

Sangue Negro



Dirigido por Paul Thomas Anderson, o longa metragem “Sangue Negro” revela, o processo tecnológico acelerado ocorrido no início do século XX, na Califórnia (EUA), através da descoberta de petróleo sob o solo desse Estado. Constituído de uma fotografia que chama a atenção, em que o ponto perceptivo encontra-se fora do centro da tela, o filme expõe belíssimas paisagens e a corrida das Companhias de petróleo por jazidas deste. Em paralelo com o enredo principal do filme surge outro fato importante; a fé manipulada pelo poder da retórica de um jovem rapaz, Eli Sunday, que diz ser profeta. Este domina as mentes de pessoas simples de um vilarejo, fazendo-as acreditar que ele tem o poder da cura e, é um enviado de Deus. Ainda, mostra-se interessado pelos lucros financeiros oriundo dos poços de petróleo, ali furados, entrando em conflito por diversas vezes com Daniel, um mineiro de minas de prata, fracassado, que enriquece através extração do petróleo.
Wellerson

Mandela - Luta pela Liberdade



Baseado nas memórias do guarda prisional de Nelson Mandela, o militar James Gregory, o filme “Mandela – luta pela liberdade”, dirigido por Bille August, faz um excelente relato sobre a vida do líder negro e o sistema do Apartheid, que assolou a África do Sul em quase cinco décadas.

Após o infame ato de partilha da África, por nobres europeus em 1884, o continente é mais uma vez afligido: um regime político que incentivou a segregação entre brancos e negros, negou o direito ao voto e o direito de ir e vir da população negra. Esta deveria ter um passe, como um passaporte, para caminhar pelas ruas de seu país. Caso contrário, os negros eram presos em cadeias úmidas, em condições subumanas. O Apartheid foi oficializado no ano de 1948. Em1968, na África do Sul, 20 milhões de negros eram governados pela minoria de quatro milhões de brancos que atribuíram sobre os negros conceitos racistas, os julgando de terroristas e seres não-pensantes, além de preconizar, às crianças brancas, a ideologia de que a segregação era a vontade divina. Esse regime político chegou ao fim em 1994, com a libertação de Nelson Mandela e sua conquista ao cargo de presidente do país.

Sinopse:

O carcereiro racista Gregory é transferido para a Ilha Robben, local onde os negros ficavam presos, e fica responsável pela censura das correspondências e sobre um dos prisioneiros mais importante da história; Nelson Mandela. A Ilha Robben abrigava os negros que, tinham de alguma forma, influências sobre a população negra ainda em liberdade e, estes fomentavam a luta pela restauração do país. Gregory passou a maior parte de sua infância brincando com seu melhor amigo, um garoto negro que lhe ensinou a cultura de seu povo, como o idioma local. O militar cerca Mandela de todos os lados, informando aos líderes políticos sobre seu comportamento na prisão e suas visitas. Gregory era os olhos dos políticos brancos na Ilha. Entretanto, através do convívio com Mandela em 20 anos de cárcere, o militar muda completamente seus conceitos sobre negros e brancos.
Wellerson

16 de abr. de 2009

Utilitarismo X Denuncismo

Observamos que a sociedade é bombardeada por milhares de informações, a todo instante; fenômeno este iniciado com advento do processo tecnológico do início do século XX. Mal conseguimos digerir uma informação, e lá surgem outras. Todavia, muitas dessas notícias não apresentam conteúdos claros e concretos. Não há um aprofundamento dos fatos publicados pela mídia, apesar do excesso de tecnologia disponível. Parece que, tanto profissionais da comunicação como a sociedade, não buscam por informações mais completas. Não há uma preocupação quanto à veracidade dos fatos e, com esse turbilhão de informações aliado a superficialidade das notícias, surgi o chamado denuncismo. Este tem como objetivo principal o lucro pelo lucro, ou o furo pelo furo da matéria. Presenciamos a Ética se esvaindo do nosso cotidiano, pouco a pouco, nesse processo capitalista de se fazer da notícia, o dinheiro.

Alguns destes profissionais praticam o denuncismo, enquadrado equivocadamente, dentro da Ética Utilitarista. Essa preconiza que os fins justificam os meios. Seria o prejuízo de poucos em benefício de uma coletividade. Algo só é ético quando é pelo bem comum e não quando interessa somente a uma pessoa. Notamos que alguns desses comunicadores estão voltados para os interesses dos donos das empresas midiáticas, ou para a busca de sua própria glória e alimento de seu ego, o que pode ser perigoso. Publicar por publicar, denunciar por simples ato, sem uma apuração rigorosa, pode causar o fim de uma carreira ou atribuir valores errôneos às pessoas ou aos acontecimentos.

Observamos que o mercado jornalístico anseia por notícias espetaculares de grande impacto social, fomentando, desse modo, a “corrida pelo ouro” entre os jornalistas. Estes precisam dizer que não irão publicar um fato, ao perceber que certa notícia está mal apurada ou confusa. Assim, podemos analisar dois fatos que ocuparam as primeiras páginas dos jornais brasileiros, como o caso da Escola Base, em São Paulo e, recentemente, o desfecho da história da menina Isabella. Notamos a falta de comprometimento pela boa informação. Em nosso primeiro caso, vimos uma família sólida, proprietária de uma Instituição Educacional séria, ser fortemente abalada e destruída por equívocos grosseiros da imprensa, resultado de uma informação mal apurada. No segundo caso, temos a fúria da imprensa sobre um casal, que antes mesmo do início da investigação e, sua conclusão, pelo poder judiciário, a mídia o julgou como culpados. Em ambos os casos, culpados ou não, a imprensa atribuiu causa de valor precipitadamente pela sede de justiça e egoísmo.

Com certeza, a Ética Utilitarista é de real importância para um profissional da imprensa. É através desse conceito ético que pessoas corruptas podem ser reveladas e punidas. Contudo, esse utilitarismo precisa ser pensado e muito bem aplicado, para não causar falhas nos atos sociais – lamentáveis – como o da Escola Base.
Os fins justificam os meios. Contudo, quais serão os meios para se atingir o objetivo? Serão estes meios éticos? O nosso objetivo também será ético, visando o bem da sociedade, ou será só por nosso ego?
Wellerson

6 de abr. de 2009

Meio-dia em Southampton






A execução do projeto:

No próximo dia 12 de abril, o Titanic completará 97 anos de sua única partida do porto de Southampton, ao sul da Inglaterra, ocorrida às 12h do dia 12 de abril de 1912. Projetado pelo engenheiro Thomas Andrew, o imenso palácio flutuante começou a ser construído em 31 de março de 1909, sendo concluído em 1911. Os estaleiros foram reformados, aumentando sua estrutura, para dar conta da execução do projeto; a construção do seria a maior embarcação que a Europa ainda não havia visto. Além de muito luxo, no qual foi decorado e chamava a atenção, o Titanic tinha 269 metros de comprimento e uma altura de um prédio de 11 andares, segmentado em três classes. A comoção da época era tamanha que foi imposto sobre ele uma célebre frase, antes mesmo do término de sua construção: “Nem Deus afunda esse navio”. Seu casco era constituído por um sistema de comportas estanques, espalhadas uniformemente por sua dimensão, que funcionariam mesmo com a falta de eletricidade.

Ostentação:

O Titanic era equipado com bibliotecas, banho turco, bares, barbearia, cadeiras de vime que ficavam nos terraços privativos dos camarotes, café em estilo parisiense, salão de jogos e de fumo e, uma piscina interna o que era um luxo para a época. Mas o que realmente chamava mais a atenção dos passageiros, demonstrado em quase todos os filmes sobre a história do navio, era a imensa escadaria que surgia de ambos os lados dos decks e levava ao salão principal da primeira classe.

A Segregação:

Não somente o Titanic, mas outros navios da época também possuíam decks segregados, limitando o acesso dos passageiros da segunda e terceira classe aos decks da primeira classe.

O Naufrágio:

Na noite de 14 de abril de 1912, após três dias navegando, o navio se chocou com um iceberg. Registros revelam que o telegrafista a bordo, que pertencia à empresa de telégrafos inglesa, recebera inúmeras mensagens alertando quanto à presença de imensos blocos de gelos flutuando nas das rotas de navegação. Contudo, tais mensagens foram ignoradas. Desse modo, aproximadamente às 23h45min, o Titanic colidiu com um bloco de gelo, rasgando seu casco, abaixo da linha d’água, cerca de 90 metros de comprimento. Observou-se de imediato que os botes salva-vidas não dariam para todos os passageiros e tripulantes. O curioso é que o número de botes estava de acordo com as Normas Marítimas. Os oficiais deram à ordem de acomodar, primeiramente, nos botes, as mulheres e crianças da primeira classe. Apesar do seu tamanho, a água se espalhou rápido pelos compartimentos, as comportas estanques não funcionaram como deveriam e 1.522 pessoas permaneceram a bordo afundando com o navio irlandês.

Progresso Tecnológico:

Nota-se que no início do século XX, a Europa assistia a um acelerado desenvolvimento tecnológico e científico – A Revolução Industrial. Logo nos primeiros anos desse século, a Revolução espalhou-se pela Bélgica, França e Ale¬manha, alcançando o continente americano e asiático. Além da expansão das estradas de ferro em todo o território europeu, havia um forte clima de concorrência e a indústria de bens de produção se desenvolvia. Outro marco desse período foi o surgimento de novas formas de energia derivada do petróleo e a hidrelétrica. O ferro era a principal matéria-prima na produção. Esse clima de competição acontecia também na indústria naval. Cada companhia preocupava-se em construir navios maiores do que a concorrência, estimuladas por esse rápido desenvolvimento. Tudo era muito novo e diferente. Não havia qualquer preocupação com as normas de segurança, notado também em outras embarcações da Cunard Ship Company, empresa concorrente da White Star Line, proprietária do Titanic. Em todos os segmentos industriais o importante era ser o primeiro. O primeiro a conquistar, o primeiro a inventar e modificar. Wellerson

30 de mar. de 2009

Cine-Teatro Central - 80 anos



Há exatamente 80 anos, o Cine-teatro Central, localizado na cidade de Juiz de Fora, era inaugurado. Situado entre a rua São João e a rua da Califórnia, denominada hoje de rua Halfeld; contudo, mais conhecida como Calçadão, O Central foi muito esperado pela população que ansiava por um teatro moderno que fosse capaz de abrigar os melhores eventos e artistas da época. Suas portas foram abertas em 30 de Março de 1929. O projeto e construção ficaram sob a responsabilidade do arquiteto Raphael Arcuri, da Companhia Pantaleone Arcuri. Em registros históricos na Biblioteca Murilo Mendes, na cidade mineira, revelam que Raphael Arcuri não poupou na elaboração e execução do projeto do Cine-teatro, como o uso de materiais oriundos da Inglaterra, o que gerou ainda mais comoção entre os populares. O Central chama a atenção pela sua suntuosidade e elegância, vista somente em teatros nos grandes centros urbanos como Rio de Janeiro e São Paulo. Em seu interior, apresentam-se pinturas de Ângelo Bigi, artista italiano que residia no Brasil. Bigi morreu em 1953. Após sua inauguração, os eventos se tornaram ainda mais constantes na cidade, recebendo companhias de danças, concertos sinfônicos, óperas, peças teatrais e exibição de filmes, marcando sua história no cinema-mudo e, colocando Juiz de Fora frente aos eventos culturais mais importantes do país.
Wellerson

Fontes: Acervos da Biblioteca Murilo Mendes e Funalfa

27 de mar. de 2009

Evelyn, Uma História Verdadeira

(cena do filme)

Dirigido por Bruce Beresford, o longa metragem “Evelyn Uma História Verdadeira” retrata a luta verídica de um pai - Desmond Doyle - para criar, sozinho, seus filhos na Irlanda, no de 1953. Evelyn, uma menina de 9 anos, juntamente com seus irmãos mais novos, são abandonados pela mãe, que vai para a Austrália. Com o vício da bebida e desempregado, Desmond Doyle fica sem condições para sustentar seus filhos. Assim, sua sogra o denuncia às autoridades que, o proibe de viver com as crianças. Ele fica arrasado pela perda da guarda de seus filhos, que são enviados aos internatos católicos. No orfanato, Evelyn sofre agressões físicas de uma freira rancorosa. Esta agressão é encoberta pelas autoridades religiosas e jurídicas. Desse modo, observando tal injustiça, Desmond começa uma longa briga com a justiça irlandesa envolta em uma excessiva religiosidade hipócrita. Ele pede ajuda aos seus amigos, como a garçonete Bernadette Beattie, além de dois advogados. De imediato seus amigos revelam que seu caso é único no país: ninguém ousou desafiar desse modo os tribunais irlandeses. Este é um excelente filme de dramaturgia. Wellerson

23 de mar. de 2009

Órgão de Tubos - sua origem

Preguntaram-me um vez sobre a origem dos Órgãos de Tubos, um dos instrumentos musicais mais antigo da humanidade. Este foi o primeiro instrumento de teclas. Bom.... Ctesíbio de Alexandria, um engenheiro grego, apresentou instrumento hidráulico que funcionava dentro de uma caixa de água onde havia duas bombas de ar. Este órgão hidráulico possuía um grande teclado e, de 8 a 10 tubos. Isso ocorreu no século III a.C. Contudo, algumas literaturas registram o nome de Jubal, inventor da harpa e da flauta, filho caçula de Lameque e Ada, como também sendo um dos precursores da invenção do Órgão. Ainda há que citar os hebreus que, talvez, fizessem uso de algum instrumento semelhante ao principio mecânico do Órgão. Outro nome que contribuiu para essa história foi Arquimedes, que teria inventado o primeiro Órgão de tubos, cerca de 229 anos antes de Cristo. Todavia, em vários registros históricos o nome mais citado é o de Ctesíbio.

O Órgão é um aerofone de teclas, que produz sons através da passagem de ar comprimido em tubos de diferentes tamanhos. Assim, dizer “órgão de tubos” refere-se a um pleonasmo, o mesmo que dizer “piano de cordas”. Usa-se essa terminologia para o distinguir dos demais Órgãos Eletrônicos provenientes da evolução tecnológica. Considerado o Órgão um dos instrumentos mais complexos e completos. Tal instrumento destaca-se na litúrgia cristã, tanto na Igreja Católica como nas Igrejas Protestantes. Johann Sebastian Bach foi um grande compositor clássico que muito utilizou esse intrumento, considerado um “virtuose” organista e um dos maiores nomes da música sacra barroca; oriundo de uma família de músicos, na cidade de Vienna.

Wellerson

Fontes: Dicionários de Instrumentos Musicais, Wikipédia, Meloteca (Organoteca)

20 de mar. de 2009

Quanto Vale ou é Por Quilo?


(cena do filme)

A exploração do marketing Social

O filme brasileiro, direção de Sergio Bianchi, "Quanto Vale ou É Por Quilo?" faz uma excelente analogia entre o comércio de escravos, ocorrido no século XVII, e a atual exploração da miséria pelo marketing social. Não existe uma verdadeira assistência social às comunidades carentes. Observa-se que algumas empresas atuam nas obras sociais como pretexto para permanecerem na mídia como uma Instituição que se preocupa com os menos favorecidos. Estas realizam solidariedade de fachada. Usam da caridade como uma escada para conseguirem prêmios e status na sociedade. Outras empresas escolhem áreas para atuação social que em nada se relacionam com as suas atividades desenvolvidas. É preciso um apadrinhamento verdadeiro nas obras assistenciais. Se uma empresa doa computadores a uma comunidade, é preciso colocar instrutores e zelar pela manutenção daquele espaço.
Dar somente o peixe, não basta. Faz-se necessário ensinar a pescar.
Wellerson

19 de mar. de 2009

Harlem Gospel Choir em Juiz de Fora






Um dos maiores representantes da música gospel internacional, o Harlem Gospel Choir, esteve presente, na noite de ontem, 18, na cidade de Juiz de Fora, em belíssima apresentação. O show foi realizado no Cine- teatro Central que ficou lotado. O coral foi fundado na região do Harlem, New York (EUA), em 1986 por Allen Bailey que teve a idéia de criar o grupo enquanto participava de uma cerimônia em homenagem ao líder negro Martin Luther King Jr.O coral está em turnê pelo Brasil arrecadando fundos para obras sociais.

O espetáculo foi de muita animação e interação com o público. Crianças, adolescentes e adultos subiram no palco e arriscaram cantar em inglês duas músicas, junto com o grupo. Em outro momento, integrantes do Harlem desceram até a platéia, caminhando entre as poltronas. As músicas ritmadas contagiaram os juizforanos que acompanharam com palmas as coreografias. Quase ao final do show, o coral entoou a tão famosa e esperada música “Oh Happy Day”, o que foi o ponto alto da festa. Com certeza, a passagem de Harlem, ficará marcada na memória da cidade.

17 de mar. de 2009

A Jangada do Medusa - Loucura e Canibalismo


Théodore Géricault, 1820

O Medusa era uma fragata real que conduzia franceses para as colônias da França em Senegal, na África. Esta afundou na costa oeste do continente africano por um erro de navegação. O comandante Hugues du Roy de Chaumareys não fazia nenhuma viagem marítima há vinte e cinco anos. Além desse equívoco, a fragata transportava mais passageiros do que realmente comportava, resultando no total de 400 passageiros.

O naufrágio:

O capitão e a tripulação foram os primeiros a abandonar o Medusa e tomaram, a força, os barcos salva-vidas. Sem botes para se salvarem, os demais passageiros construíram uma jangada com as sobras do navio. A pequena jangada, então, abrigou 149 passageiros. Permaneceram à deriva por treze dias, sem comida e sem água. Só 15 sobreviveram. Muitos enlouquecerem sob o sol escaldante e, para não perecerem, os sobreviventes iniciaram um processo de canibalismo, comendo pedaços dos corpos dos passageiros mortos. Após treze dias, foram resgatados pelo navio Argus.

A imprensa:

Consequentemente, a imprensa publicou, durante meses, fortes críticas sobre o desastre, nas primeiras páginas dos jornais.

A pintura:

A pintura, de 1820, acima é de Théodore Géricault, pintor francês (1791-1824) do estilo romântico, que apurou a história do naufrágio, entrevistando minuciosamente os sobreviventes. O curioso é que Théodore estudou os corpos em decomposição e cabeças decapitadas em busca de maior autenticidade. Este era um admirador das formas de Michelângelo. Em seu ateliê mandou construiu uma jangada como modelo e inspiração. Observa-se na pintura duas pirâmides: a da morte e da vida. Na parte superior direita vê-se um homem negro acenando, com lenços de várias cores, para o horizonte na esperança de resgate eminente. Na parte inferior esquerda, nota-se o pai lamentando a morte de seu filho segurando-o em seus braços. Também percebe-se o simbolismo do canibalismo, na parte inferior há a presença de um machado. Contudo, percebe-se um erro no realismo, pois depois de treze dias ao mar, sem alimentação, tanto os corpos como os sobreviventes não estariam bem nutridos e corados, além de apresentarem cabelos e barbas longas. Ainda assim, esta imagem repercutiu de forma avassaladora na sociedade francesa.
Wellerson

20 de fev. de 2009

As diversas formas da arte


"Les demoiselles d'Avignon" (Pablo Picasso - 1907)




“Somos todos inclinados a aceitar as formas e cores convencionais como sendo as únicas corretas” Gombrich.

Em seu livro A História da Arte, Gombrich relata que a arte se revela em tudo, ao nosso redor. Desde o canto de um rouxinol até o simples ato de abrir uma porta. Porém, permanecemos inertes diante dela, pois só consideramos arte aquilo que é bonito e atraente aos nossos olhos. Somente consideramos belas as formas que estão dentro dos museus e galerias de arte, patrocinadas por grandes empresários.

Exaltamos os pintores famosos, afortunados, e negligenciamos os artistas urbanos. Cultuamos as telas e os desenhos com traços bem definidos, como as pinturas renascentistas e, recusamos os desenhos assimétricos, e por vezes, deformados do cubismo. Não reconhecemos a arte que está presente nas ruas, nos guetos e nas comunidades mais humildes. Arte esta, feita por pessoas simples e marginalizadas pelo capitalismo.

Vivemos sobre uma plataforma de conceitos pré-estabelecidos e padronizados de arte, beleza, cores e formas. Aplaudimos, encantados, a uma orquestra ao término de uma sinfonia, no Teatro Municipal. No entanto, passamos ignorantes por um músico ou ator que exprime, sensivelmente, notas e expressões, ao ar livre.

Da mesma maneira que abominamos as cores e as formas inovadoras da arte, também, o fazemos com as pessoas. Somos de formas e cores distintas. Excluímos aqueles que não se assemelham com os padrões de beleza impostos pela mídia, como uma ditadura. No auge da Era Digital, “deletamos” as formas arredondadas, grandes, antigas e enrugadas. Alguns chamam estas formas de velhas. E em nossa lixeira eletrônica colocamos as cores escuras, cinzas e pardas. Enaltecemos o físico e nos esquecemos do verdadeiro eu de cada um: o caráter e o valor ético que cada ser humano deve ter. A sociedade, do século XXI, nos oferece velocidade, tecnologia, comodidade e infinitas informações. Contudo, reprime todos aqueles que querem romper com regras e hábitos uniformes; excluindo o novo e o diferente.
Wellerson

8 de jan. de 2009

Reality Show – A banalização da realidade

Mais uma vez, inicia-se um culto em massa aos personagens grotescos e a estereótipos criados para o entretenimento, apoiados sobre o voyeurismo incontrolável. Consagrado como um dos mais assistidos reality shows, os programas televisivos que mantêm pessoas, de diferentes valores ideológicos, confinadas em uma mesma casa, emergem para coroarem o niilismo.
A realidade não existe e, todos ali, representam uma personagem. Uma identidade falsa. Nada é verdadeiro. Tudo é encenado. Criam-se estereótipos e personagens que contradizem esse mundo real. Os participantes confinados transformam-se em fantoches. Formam-se as figuras do mocinho, do vilão e da donzela, manipulados por recursos técnicos que fragmentam as ações e falas desses. Logo na primeira semana, definem-se os seus devidos papéis, dentro da casa. As construções dessas figuras ratificam os estereótipos e os preconceitos sociais.
As cenas editadas são lançadas ao ar, como torpedos, moldando as mentes dos telespectadores que, imediatamente, compram a ideologia proposta pelo programa. Muitas alianças, brigas e conflitos permanecem ocultos por de trás das câmeras. É através dessa edição que alguns temas são mais explorados, conforme os índices de audiência, movidos pelo desejo de ver do ser humano. Observa-se que, tais programas ridicularizam a sexualidade, explorando-a exaustivamente, de forma apelativa, tendenciosa e vulgar. Desse modo, esses programas proporcionam, ao público, uma fuga de sua realidade através do envolvimento com temas banais e, conseqüentemente, a sua anulação cultural.
Wellerson

15 de dez. de 2008

Música Adeste Fidelis


               

                Não se realiza uma celebração natalina ou a passagem desta data sem a presença da música Adeste Fidelis (Ó Vinde Fiéis). Traduzida para a língua portuguesa pelas mãos do Reverendo James Theodore Houston, esta música vem sendo executada desde 1881, em terras brasileiras. O texto original está em latim e já foi atribuído a São Boaventura (1221 – 1274), a um possível autor francês no século XVII ou XVIII. No texto original havia oito estrofes.
A música, também, tem sua origem confusa. No ano de 1785 o Duque de Leeds ouviu essa música na capela da Embaixada de Portugal e passou a anunciá-la como hino português. Ainda, houve rumores que tal melodia seria do Rei D. João IV (1604 – 1656) um dos maiores promotores da música de sua época.
              Existe, na Inglaterra, um manuscrito intitulado “Cantus Diversi pro Dominicis et Festis per Annum” copiado pelo padre John Francis Wade, em 1751. Este era copista profissional, que associou pela primeira vez o texto a essa melodia.
Independentemente de sua origem, a música anuncia, todos os anos, a chegada do Natal. Pode-se ouvi-la nos grandes centros comerciais, nos suntuosos teatros executada pelas orquestras e, também, por grupos vocais nas praças das cidades.
               Os acordes e arranjos são os mesmos. Porém, a cada nova execução nos traz a memória o quanto essa data é importante. No passado, era entoada ao som do piano ou ao som do órgão de tubos, conduzida por um imenso coral. Contudo, em dias atuais, tal melodia ganhou aspectos modernos com sons eletrônicos, através das guitarras, teclados e sintetizadores. Ainda assim, permanece toda o encanto que o Natal pode transmitir e seu verdadeiro sentido.

8 de dez. de 2008

Ocultos nas Cavernas Urbanas

Em um país onde a corrupção tinha tornado-se rotina e o jeito malandro era o modo principal de vida, havia uma cidade cercada por um mar de montanhas, onde transcorria um rio de águas pardas. Em suas terras deambulavam mentes insanas e confusas. Estes habitantes permaneciam trancados em sua ignorância, ocultos em suas cavernas particulares. A cidade havia escolhido a alienação como hábito. Seus moradores não queriam educação, apesar de abrigar várias faculdades.
Estavam no auge do século XXI, numa época em que, um simples celular possuía inúmeros recursos como, até assistir aos programas de televisão. Porém, temiam tudo o que era novo. Contraditório, não!? Estavam acostumados com o rudimentar. Até seus pensamentos eram óbvios e provincianos. O diferente era recusado. Por vezes, abandonado. Temiam o novo ou mesmo tempo em que eram amantes da tecnologia.
Mantinham relações hostis uns com os outros. Os anciãos não obtinham o respeito daqueles com menos experiência de vida. Estes cresciam de forma desvairada, sem receberem a educação de seus progenitores. Alguns habitantes não se preocupavam com seus resíduos e os desprezavam em qualquer lugar nas ruas e, às vezes, o lançavam pela janela do coletivo em andamento. Tais cidadãos vivam da auto-imagem, demonstrando ostentação e riqueza, que não possuíam. A moral e a ética já não existia. Cultuava-se a beleza e desprezava o bom caráter. Exaltava-se o fútil e o inútil. Os principais sentimentos eram a inveja e a cobiça. Apreciavam os plágios e, suas vestimentas eram réplicas umas das outras. Quase como um uniforme. Tudo era padronizado; roupas, atitudes e pensamentos.
Realizar uma simples caminhada pelo centro urbano era um jogo mortal. Os empurrões propositais eram inevitáveis. Talvez, estas pessoas não gostassem de estarem tão próximas. Muitas se viam, constantemente, dentro dos elevadores, nas portarias dos arranha-céus ou dentro dos coletivos. Todavia, não se cumprimentavam em momento algum. Nem um “Bom Dia!”, muito menos um “Tudo Bom?”. Em analogia ao Mito da Caverna, esta cidade era a própria caverna e, muitos não queriam sair da escuridão.
Riqueza e luxo conjugavam com a pobreza de atitudes. Atos de solidariedade? Somente em épocas natalinas. Como se os menos favorecidos só comessem nos meses finais do ano. Contudo, neste mesmo povoado, outras pessoas se destacavam por sua educação, desenvolvimento cognitivo e por atitudes originais. Estas poderiam ser reconhecidas nas ruas, pois brilhavam. Eram como estrelas. Ainda há esperança.

3 de dez. de 2008

Ópera Die Zauberflöte - Liberté, Egalité, Fraternité


 Ópera A Flauta Mágica - Mozart

Liberdade, igualdade e fraternidade. Estas foram palavras-temas da Revolução Francesa que despertou a França para um novo caminho influenciada pelo Iluminismo. Esse foi o maior movimento de massas até então conhecido que findou com o feudalismo. Uma corrente doutrinária, surgia com ideologias que iam ao encontro dos ideais revolucionários, a maçonaria. Essa ganhava adeptos dos mais variados, como intelectuais, pensadores e músicos, ao mesmo instante em que era questionada.
Nesse período, influenciado por tais doutrinas, Wofgang Amadeus Mozart escreveu, em 3 meses, a sua mais conhecida ópera – A Flauta Mágica – que estreou no dia 30 de setembro de 1791, em Viena. Possui dois atos e o libreto é de Emmanuel Schikaneder. Conseqüentemente, sua ópera recebeu tons da filosofia Iluminista e maçônica, revelando os dois poderes que regem as relações humanas: o bem e o mal.
A igualdade pregada pela Revolução emerge na ópera quando, o príncipe Tamino, corrompido pela sociedade (representada pela Rainha da Noite) é indagado se suportaria as árduas provas de fogo e água, para entrar nos templos da Sabedoria, da Razão e o da Natureza. Sarastro, pai da princesa Pamina e sacerdote de Ísis e Osíris, responde que Tamino é “mais que um príncipe, é uma pessoa”. Surge, desse modo, a alusão à maçonaria: é preciso passar por desafios para ser aceito na irmandade e, somente os puros de coração e os corajosos a conseguem. A liberdade, contudo, é representada quando, Pamina liberta-se da influência de sua mãe, a Rainha da Noite.A fraternidade surge ao final da Obra, revelando que todo ser humano deve demonstrar com os seus.