7 de nov. de 2010

Hinário em Pauta - Wolfgang Amadeus Mozart

Missa Breve em Ré maior, a obra K.194, Agnus Dei, do austríaco Wolfgang Amadeus Mozart, está incluída em diversos hinários, adotados pelas igrejas protestantes britânicas, norte-americanas e brasileiras.

Após compor o seu primeiro concerto, a obra K.191, para instrumento de sopro, um fagote, com uma orquestra reduzida à mais simples expressão; Mozart compôs, aos 18 anos de idade, a música “Agnus Dei”, em junho de 1774, por encomenda religiosa do príncipe-acerbispo da côrte de Salzburgo, Colloredo, que dava grande importância às missas breves e impunha severas restrições de composição aos seus músicos oficiais. Ao contrário de seu pai, Leopold Mozart, o jovem Wolgang não tinha e, nunca chegou a ter, a empatia de Colloredo que, o odiava.

Esta peça possui uma métrica irregular, pausas em semibreve, além dos acidentes na mesma nota sol, que surgem em ambas as claves (Sol e Fá). Na verdade, a igreja protestante britânica, no século XVIII, adotou a última parte desta missa breve, aliando a ela o texto adaptado por João Gomes da Rocha, para o “Salmos e Hinos”, sob o título de Doxologia. Wellerson Cassimiro

5 de nov. de 2010

Juiz de Fora - Salvaterra


Entrada Sul da cidade de Juiz de Fora, trevo do bairro Salvaterra.

As novas faces para o jornalismo empresarial

Com o advento da internet, o crescente número de acesso à rede virtual e a convergência de mídias, o campo da Comunicação Social vem revelando complexas faces. Ser um profissional multifacetado se tornou uma exigência do mercado e não mais um modismo. Neste novo cenário – virtual - o Jornalismo ganhou inúmeras vertentes. Novos desafios emergem diante da notícia. A tradicional e histórica figura do jornalista, assentado, junto a uma máquina de datilografia em uma grande sala de redação desapareceu. Surge a imagem do jornalista nas ruas, conectado - simultâneamente - à televisão, internet e rádio, através de um pequeno dispositivo digital de mão. A tecnologia acabou com as barreiras e com as fronteiras territoriais. A frase do momento é: integração virtual. Em seu artigo “O uso das tecnologias de acesso ao virtual”, o professor e jornalista Paulo Nassar faz uma exímia análise da internet, expondo os desafios na relação jornalismo empresarial e recursos virtuais.

AS EMPRESAS DIANTE DO FACEBOOK E DO TWITTER

Nesta Nova Era de informações virtuais, o velho “jornalzinho” da empresa não desperta mais o interesse do seu público alvo. Para Nassar, as empresas possuem o seu espaço social através da internet, por meio de sites e portais de informações, serviços e vendas, que revelam uma hídrida relação institucional e comercial. Desse modo, os assessores de imprensa e o relações públicas (RP) precisam se adequar ao novo mundo. As empresas estão aderindo, com grande velocidade, aos portais para disseminar as suas ideologias e incentivar o consumo. Algumas delas, por exemplo, realizam o primeiro passo do processo de seleção para a contratação de funcionários pelo meio virtual. A entrega de currículos é feita através do correio eletrônico (e-mail) da empresa. Neste espaço de arrobas, http e ponto com, não basta só informar. É preciso interagir.

O professor adverte quanto a um atento e minucioso planejamento comunicacional, pois a “sociedade ganhou com a internet o poder de responder, utilizando a força das correntes de e-mail's, blogs”, facebooks e o recente e febril twitter. Questionar as atividades de uma organização se tornou mais fácil. E a opinião pública leva tais questões com seriedade. Essa realidade, mais uma vez, só ratifica a mudança radical da velha estrutura da comunicação, onde tinhámos bem definidos a figura do emissor, mensagem e receptor. A sociedade; ora é emissora. Ora, receptora.

Nassar comenta sobre a importância da rede mundial de computadores para os funcionários destas empresas que adotam o virtual como meio de divulgação de suas atividades. Junto com a internet, nasce a chamada intranet, caracterizada por ser uma plataforma virtual restrita, com conteúdos institucionais. Os colaboradores dos diferentes setores da organização podem manter um relacionamento social, está sempre em contato, além de conhecer as diretrizes, missão e visão da empresa.

Vale ressaltar os e-mail's e a newsletter. Para Nassar, eles não devem conter mensagens institucionais digitalizadas enviadas, sem a permissão, dos destinatários. Os e-mail's devem ser, acima de tudo, personalizados, únicos para cada perfil da lista de contatos. Receber inúmeros e-mails frívolos, de publicidade institucional não é nada agradável, criando uma péssima imagem da empresa junto aos clientes. Com o passar do tempo, seus destinatários acabam excluindo os e-mails antes mesmo de abrí-los, ou bloqueiam o contato da empresa.

A COMUNICAÇÃO FACE A FACE

O professor enfatiza que, mesmo com todo esse recurso virtual, uma comunicação face a face é imprescindível e relevante. O comércio através da internet é hoje uma realidade. Grandes lojas de departamento e eletroeletrônicos fazem do virtual um espaço lucrativo, em nome da comodidade e do conforto. Observa-se que as ofertas apresentadas nos sites, nem sempre estão disponivéis nas lojas presenciais, o que seduz o consumidor para a compra online.

Quanto ao layout das informações virtuais, os profissionais responsavéis pela comunicação das empresas devem ter uma preocupação quanto ao design gráfico. A interação é o principal fator nesse relacionamento potencial cliente e empresa. Em resumo, os envolvidos na imagem de uma organização devem se cercar de inúmeras práticas para um planejamento cuidadoso. Uma empresa pode ter a sua imagem facilmente arranhada; o que chamamos de valor intangível, incapaz de ser recuperado dependendo do tamanho do arranhão. Consertar um desgaste imagético é mais difícil e moroso. O relações públicas e assessores devem visualizar o futuro cenário econômico. No entanto, não podem se descuidar do presente, do dia a dia, e ir avaliando as estratégias aplicadas. Wellerson Cassimiro.

30 de out. de 2010

Juiz de Fora - Avenida Francisco Bernardino


Avenida Francisco Bernardino - Região Central - Juiz de Fora.

23 de out. de 2010

Ein' feste Burg ist unser Gott - Martinho Lutero

O primeiro hino de um novo tempo

Em 1517, precisamente, em 31 de outubro, nascia a igreja protestante, fundada pelo então padre agostiniano e professor de teologia alemão Martinho Lutero (Martin Luther). Seus questionamentos quanto à postura da igreja católica, bispos e padres culminou nas 95 teses, pregadas às portas da igreja do castelo de Wittenberg, resultando na Reforma Protestante. Desde cedo, Lutero voltou as suas atenções para a música da nova igreja que surgia. As músicas desde período eram polifônicas. Ou seja, possuíam mais de uma melodia, cantadas e executadas ao mesmo tempo, característica esta das músicas renascentistas do século XVI.

Lutero achou que as pessoas deveríam cantar algo mais simples e de fácil acesso e, canções menos complexas. Desse modo, instituiu o estilo canto coral, constituído de uma melodia, harmonizada para quatro vozes (baixo, tenor, contralto e soprano). As letras dos hinos foram traduzidas para o alemão, até então cantados em latim.

Sua história

Poeta e Músico, Martinho Lutero compôs diversos hinos. Entre eles está a obra “Ein' Feste Burg” (Castelo Forte é o nosso Deus) considerada a Marcha da Reforma. Alguns afirmam que seria incabível uma celebração em comemoração à Reforma Protestante sem ao menos entoar esta peça. Ao longo da história da música erudita, inúmeros compositores deram um tratamento especial à melodia de Lutero. Destacam-se o virtuose organista alemão, do período barroco, Johann Sebastian Bach, com a cantata BWV 80 (Ein' feste Burg ist unser Gott); e, o pianista alemão, do período romântico, Felix Mendelsshon-Bartholdy, com a Sinfonia da Reforma. O hino “Castelo Forte é o nosso Deus”, de Martinho Lutero, possui uma música de ritmo forte, como uma marcha. É baseado no livro de Salmos, capítulo 46, versículo sete; e , está incluído em diversos hinários das igrejas protestantes brasileiras. Wellerson Cassimiro.

22 de out. de 2010

15 de out. de 2010

Incêndio em Juiz de Fora na manhã de ontem



A região Central de Juiz de Fora parou na manhã de ontem,14, quinta-feira, devido a um incêndio que destruiu uma loja de materiais elétricos, situada na Rua Santa Rita. Segundo testemunhas, o incêndio começou por voltas das 6h. O fornecimento de energia elétrica, nas mediações à via, foi suspenso, e cento e cinquenta mil litros de água foram gastos para combater o fogo, segundo informações do Corpo de Bombeiros. O laudo deve ser divulgado em até 30 dias. Eu estive no local e registrei algumas imagens. Acompanhe!





14 de out. de 2010

Fortuna, Imperatrix Mundi

UMA ANÁLISE DOS POEMAS MUSICADOS POR CARL ORFF


Considerada uma das obras-mestres do século XX, a Cantata Carmina Burana, do alemão Carl Orff, em seu primeiro movimento, faz uma alusão ao sistema sócio-econômico mundial. O capitalismo que esconde a sua dupla face. Ora, como sacro e bençoado. Ora, como um monstro usurpador de bens. Ele dá e tira. Emerge na forma de uma roda volúvel que, está em eterno movimento.

Escrita por monges e eruditos errantes, a Carmina Burana é uma coleção de 200 poemas encontrados em um pergaminho, no ano de 1803, na biblioteca de um antigo mosteiro, na Baviera Superior, sendo simbolizada por um elemento da antiguidade: a roda da Fortuna. Os poemas relatam as bênçãos e as maldições provindas da Fortuna; a imperatriz do mundo. Nos primeiros versos, os monges escrevem: “Ó Fortuna és como a Lua mutável, sempre aumentas e diminuis; a detestável vida, ora escurece e ora clareia por brincadeira a mente; miséria, poder, ela os funde como gelo”. Ainda em tempos remotos, estes eruditos pareciam revelar a futura estrutura econômica das sociedades ocidentais do terceiro milênio.

Em nossos dias, o dinheiro é líquido e instável. Ora, se ganha. Ora, se perde. Por vezes, parece abstrato e invisível. Ao mesmo tempo, que equilibra, se torna irregular. Aqueles que, hoje, exaltam sua felicidade sobre seus bens capitais, amanhã podem chorar ao ver sua virtude econômica esmorecer, atingida por uma forte mudança no mercado financeiro. O capitalismo se mostra como um grande carrasco, escravizando até mesmo os mais fortes.

Nos momentos de bem-aventuranças, a prosperidade reina absoluta. Sorte e virtudes estão sobre a sociedade que, se senta no trono da Fortuna. E, muitos investimentos são feitos, negócios empresariais são fechados e contratos são assinados. O consumo exacerbado é inevitável. Compram-se grandes casas, os carros populares dão lugar aos luxuosos automóveis importados e se testemunha uma corrida veloz aos templos do consumo. Adquire-se um pouco de tudo. Até mesmo, algo que será de irrelevância utilidade. Os produtos importados multiplicam-se nas prateleiras exterminando os produtos nacionais e, as viagens ao exterior tornam-se rotineiras.

Contudo, a roda da Fortuna está em movimento. E gira, impiedosamente. Despreparada, a sociedade desce desolada, chorando as chagas deixadas pela Fortuna. Os empréstimos e as dívidas se alastram no meio do empresariado. A fantasia dos longos prazos e crediários ilude os mais fracos. Em casos extremos, as pesadas portas das empresas são fechadas. Outrora, o trabalho é açoitado, restando ao homem um último sopro de vida do seu seguro desemprego. O consumo excessivo sai de cena e a palavra de ordem é economizar, preocupando-se em comprar somente o básico. Os números registrados pelas modernas máquinas do caixa parecem saltar aos olhos do mais simples ser humano. E, assim, a cruel roda do capitalismo, da Fortuna, da Imperatriz do mundo; continua girando, sem interromper o seu movimento, o seu ciclo vicioso e extasiante, proporcionando sorte e azar. Wellerson Cassimiro

13 de out. de 2010

Juiz de Fora - Bairro Costa Carvalho


Avenida Brasil; parte da Avenida Sete de Setembro e Rio Paraibuna.

9 de out. de 2010

Economia - Por Wellerson Cassimiro


COSTURANDO OS BOLSOS

Como fazer a aposentadoria render em tempos de pouco dinheiro

Após anos de dedicação ao trabalho e horas, marcadas pelo relógio, enfim, chega a sonhada e merecida aposentadoria. Segundo dados recentes do Ministério da Saúde, até o ano de 2025, 14% da população brasileira terá mais de 60 anos de idade. Ao todo, serão 32 milhões de idosos no país. Com o aumento da população idosa, aumenta também o número de aposentados. Algumas pessoas traçam metas e fazem projetos. Mais tempo para viagens, lazer e cultura, reformar da casa, passar mais horas com os netos e desfrutar de descanso. Contudo, surge a frustação ao receberem o primeiro valor da aposentadoria. Nem sempre aquele sonho se torna realidade.

Natural da cidade de Tabuleiro, Zona da Mata Mineira, o aposentado José de Oliveira, 66 anos, trabalhou como pedreiro durante os exatos 33 anos. No início da década de 60, aos 19 anos de idade, mudou-se com toda a sua família para a cidade de Juiz de Fora, quando ingressou na construção civil, como auxiliar de pedreiro. Nos primeiros 15 anos desta profissão, José Alves trabalhou com a carteira de trabalho assinada pelas empresas do segmento. Contudo, em meados da década de 80, começou a atuar como pedreiro autonômo se desvinculando destas companhias. A partir desta data, adquiriu os carnês, Guias da Previdência Social (GPS), e começou a pagar o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) por conta própria.

Segundo ele, os GPS foram pagos, regularmente, com base em dois salários mínimos. Ao aposentar, no entanto, o valor recebido todos os meses não chega aos dois salários. “Eles fizeram uma contagem diferente, que diminuiu o valor da minha aposentaria. Eu aposentei dois anos antes do tempo previsto”. Assim, para ele, cumprir com todos os compromissos financeiros não tem sido fácil. Viúvo, José de Oliveira casou-se novamente e reside em casa própria. Ele já não tem mais o compromisso de cuidar financeiramente dos filhos. Todavia, precisa sustentar a nova esposa, dona de casa, e as suas contas de luz, água, manutenção e combústivel para o seu automóvel, além de alimentação e medicamentos para o controle da pressão arterial. Ele revelou que alguns de seus medicamentos são adquiridos na Unidade Básica de Saúde (UBS) de seu bairro. Outros, porém, não são fornecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), sendo necessário comprá-los nas farmácias convencionais.

Para o aposentado, os remédios Anlodipina, Hidroclorotiazida e o Maleato de Enalapril são tornaram indispensáveis para os exercícios de suas atividades diárias. Ele acrescentou que o composto Anlodipina de cinco miligramas, por vezes, falta no posto de saúde e o recurso é a manipulação em farmácias especializadas ocasionando, desse modo, mais despesas em seu orçamento. “Calcular muito bem todos os gastos” é de fundamental importância.

Já a aposentada e dona de casa, Edina Fernandes, 67, recebe dois benefícios. Natural da cidade de Conselheiro Lafaiete, também na Zona da Mata Mineira, ela nunca trabalhou fora de casa. Porém, também pagava o GPS de forma autonôma. Ela tem direito a sua aposentadoria como contribuinte do INSS e o benefício do seu marido falecido que serviu ao Comando da Polícia Militar de Minas Gerais. Para ela, “esses valores ainda são poucos”. A aposentada também reside em casa própria, agora em Juiz de Fora. Todavia, apresenta algumas despesas que, segundo ela, ultrapassam ao seu controle. Além das despesas diárias, e com a manipulação de medicamentos que não são encontrados no SUS, como alguns anti-alérgicos e anti-hipertensivos, ela precisa sustentar um filho que, no momento, enfrenta dificuldades econômicas. “Eu até tendo economizar, mas sempre aparece alguma conta pra pagar”. Edina revela que há dois anos o seu maior gasto era com o serviço de telefonia, pois sua filha residia na capital mineira, Belo Horizonte, com quem mantinha frequente contato. Contudo, mudou-se para Juiz de Fora o que resultou na “redução das contas de telefone”.

REDUZINDO AS DESPESAS FAMILIARES

Segundo a economista Carmem Spaniol, a família que tem uma renda um pouco arrochada, ou seja, que não consegue cumprir com as contas do mês e, ainda, não sobrar um pouco para o lazer, precisa sentar e ver em quais aspectos pode economizar. “Vale lembrar que gastos básicos com luz, água, gás de cozinha, telefone, etc devem ser bem estudados para reduzir ao máximo. A família pode fazer um investimento em energia solar, evitar torneira aberta, cozinhar os alimentos em panela de pressão, pois esta o faz mais rápido, e utilizar o telefone em último caso”, explica. Ela ainda esclarece que as pessoas devem procurar comprar os alimentos durante as promoções, estocando conforme a necessidade.

AUMENTANDO A APOSENTADORIA

A partir de 2003, os aposentados ganharam o apoio do Poder Legislativo para auxiliar no rendimento da aposentadoria. A lei 10.741/03, mais conhecida como o Estatuto do Idoso, garante às pessoas com mais de 60 anos de idade direitos em diversos setores: transporte, saúde, moradia, lazer e cultura. Para chegar ao final do mês com dinheiro e, ainda, poupar para eventuais emergências, o aposentado José Alves de Oliveira evita gastos extras, como comer frequentemente em lanchonetes e restaurantes no Centro da cidade e o uso excessivo do automóvel. Sempre que pode, ele troca o veículo pela caminhada ou pelo transporte coletivo. Em casa, preocupa-se em apagar as luzes quando sai dos cômodos e evita permanecer com as lâmpadas acesas durante o dia, sendo este o “meio mais simples e fácil para economizar”. A aposentada Edina Fernandes, no entanto, faz o jogo da substituição. Ela deixa de adquirir alguns produtos para comprar os bens de primeira necessidade, como roupas, calçados, alimentos e remédios. No momento das compras, procura pelos produtos mais baratos, do mesmo gênero. “Só assim para fazer o dinheiro render”.

Com relação aos gastos comuns dos aposentados, a economista Carmem Spaniol faz um alerta. Os aposentados devem tentar economizar. Ela sugere que, além das despesas domésticas, eles podem procurar, através de pesquisas, preços melhores para os seus remédios ou até mesmo fazer convênios com farmácias que dão descontos para aposentados e pensionistas. Ela enumera algumas situações para ajudá-los a economizar com a possibilidade de investimentos para a realização de seus sonhos. Primeiro é necessário realizar uma planilha com o total da renda familiar e o total dos gastos que fazem durante o mês.

Segundo Carmem Spaniol, neste cálculo “já é de suma importância entrar, como gasto, a reserva de 10% do salário. Vale lembrar que esta porcentagem é a indicada como mínimo para qualquer rendimento familiar”. Ela explica que se os gastos forem maior que a receita, ou seja, maior do que o valor recebido na aposentadoria, é necessário fazer um balanço e rever esses gastos e tentar reduzi-los. Caso seja possível a reserva de 10% do salário, o aposentado pode, a partir daí, começar a fazer planos com o que fazer com o dinheiro. A economista ainda propõe que o aposentado pode depositar o seu dinheiro em uma conta poupança porque, mesmo rendendo pouco, o dinheiro não pode ficar parado, “guardado debaixo do colchão”. Ela garante que a poupança é a mais segura para os cidadãos, pois o dinheiro fica disponível a qualquer momento.

Carmem Spaniol aponta outras possibilidades de aplicação bancária, mas que devem ser estudadas com cautela e cuidado. “Um investimento, por exemplo, em títulos do governo, ações, deve ser utilizado por pessoas que entendem um pouco do assunto e principalmente com um dinheiro que não vai ser utilizado em curto prazo”. Ela ressalta que, em uma compra, o melhor negócio é sempre o pagamento a vista. “A pechincha faz parte da vida, então devemos usar e abusar delas. Cartões de crédito devem ser usados com juízo e controle. Empréstimos só devem ser feitos em último caso”.

6 de out. de 2010

Originalidade. Onde?

A patologia da falta de criatividade

O pior aconteceu. O ser humano perdeu a capacidade de ser criativo e original: entramos na Era das Cópias. Tudo é copiado de forma explícita. Detalhe por detalhe. Marcas, logotipos, formas e cores, textos, comerciais de tevê, propagandas, músicas, filmes, reportagens, roupas e livros. O mais cruel dessa realidade é que a sociedade tem aceitado, passivamente, as cópias e, mal feitas.

Diversos segmentos já foram infectados por essa patologia da falta de originalidade. Copiam-se tudo. Se uma marca, música, loja ou determinada propaganda deram certo, o negócio é ir na aba dos outros - como parasitas - sugando o sucesso alheio. São incapazes de criar.

Claro que não vou generalizar. Ainda, há pessoas com criatividade de sobra e bem originais, mesmo que sejam a minoria. E coloca minoria nisto. O que impressiona, ao copiarem, é que nem mesmo mudam-se cor ou forma. Nada mais escapa aos olhos dos clonadores. Na televisão, por exemplo, não precisa nem de comentários. O mesmo formato de programa de entretenimento é produzido por várias emissoras. Só mudam o nome. E, desse modo, vamos vivendo no meio da artificialidade artistíca, econômica, política, musical, publicitária, dentre outros; onde tudo parece ser original e novo. Cuide-se! Talvez, você já tenha sido clonado. Wellerson Cassimiro

20 de set. de 2010

Juiz de Fora - Praça da Estação


Complexo da Praça Doutor João Penido, popularmente conhecida como Praça da Estação. Região Central de Juiz de Fora.

16 de set. de 2010

A experiência de mediar e produzir um debate


(Foto: Alexandre Mazzei)

Da esquerda para direita: Angelo Savastano, Grazielle Soares, repórter Evandro Medeiros, Wellerson Cassimiro, Aryela Ferreira, professor Windson Mendes,Dayane Cunha, Apresentador Ricardo Ribeiro, Priscila Mendes e Leonardo Pelicarto.


Outro dia, como faço de costume, cheguei na sala de aula faltando vinte minutos para o início da aula de laboratório de telejornalismo II. Ai, veio a surpresa. Meus colegas me avisaram que eu seria o mediador de um debate sobre a “Dramatização da Informação”, com base no Caso do ex-goleiro do flamengo Bruno Sousa. O debate seria gravado e acompanhado por uma plateia. Graduandos de outros cursos estariam presentes.

De repente, eu gelei. Logo pensei em recusar e em passar essa bola para outro. Afinal, havia colocado na cabeça que, o meu futuro como jornalista seria nos impressos. Tevê não é comigo. O mais perto que iria chegar, seria do rádio. Mas, refletir por alguns minutos em silêncio. Então, resolvi enfrentar esse desafio. Durante três dias estudamos sobre os diversos casos relacionados ao tema. O debate foi realizado na noite desta quarta-feira, 15, no estúdio de televisão da faculdade que, permaneceu lotado. Compareceram os acadêmicos dos cursos de Publicidade e Propaganda, Direito e, claro, os graduandos em Jornalismo. Havia pessoas em pé e assentadas no chão mesmo, sobre seus cadernos e mochilas. As nossas produtoras, Priscila Mendes e Dayane Cunha, não pararam um minuto. Estavam atentadas a tudo.

Os folofotes foram acesos, o pontapé inicial foi dado e o cronomêtro começou a girar. Pensei: agora não tem mais volta. Compondo a mesa de debate estavam o apresentador do telejornal MGTV 1ª edição da Tv Panorama, Ricardo Ribeiro; o repórter do telejornal da Tv Alterosa, Evandro Medeiros; o professor da disciplina de Direito Penal, Windson Mendes Carvalho; e as graduandas em Jornalismo Aryela Ferreira e Grazielle Soares. Para contextualizar as discussões, foi exibida um reportagem sobre o Caso Bruno, produzida pelos próprios acadêmicos do sexto período de Jornalismo. Angelo Savastano já havia preparado e gravado uma crônica, e o Leonardo, um comentário.

As discussões, aos poucos, foram se desdobrando e hiperlink's foram sendo formados. O assunto, com certeza foi polêmico e se deixasse, iriamos prolongar o debate noite a dentro. Por vezes, olhava para frente: eu estava no foco das câmeras de tv e da plateia. Estava entre a cruz e a espada. Alguns professores do Jornalismo, também, estavam presentes. Entre eles, a coordenadora do Curso de Jornalismo, Jakeline Sousa; a professora de Laboratório de Rádio, Tâmara Lis, e a professora de telejornalismo, Simone Martins. Quase não acreditei quando cheguei ao final do debate. Inteiro. Vivo.

No entanto, não o teria concluído se não fosse pelo trabalho em equipe. Como sempre. Os setes, novamente, emergeram das cinzas. Fiz um pequeno trocadilho. Esse foi o apelido dado um grupo de jovens, unidos, estudantes do Curso de Jornalismo que, batalham juntos. Em menos de quatro anos de faculdade... quantos solavancos aguentamos. Não tem sido fácil. Contudo, estamos vencendo. Cada um contribui a sua maneira. A foto acima revela um resultado de companheirismo e dedicação.

Valeu galera!

Com certeza, ficou a experiência para todos nós de mediar, produzir e organizar um debate sobre temas tão polêmicos e com pessoas experientes na área do Jornalismo e do Direito. Desse modo, que venham os próximos debates, para os setes. Wellerson Cassimiro

3 de set. de 2010

Video Juiz de Fora em Fotos


Produção:
Agência de Publicidade e Propaganda Camarim Talentos e Empresas

Fotos:
Wellerson Cassimiro

Video no You Tube:
http://www.youtube.com/watch?v=DOIwYsizizY

1 de set. de 2010

Aula inaugural com o documentarista João Moreira Salles na faculdade Estácio

O cineasta e documentarista João Moreira Salles deu início ao segundo semestre de aulas de 2010 da Faculdade Estácio em aula inaugural teletransmitida



No último dia 12, quinta-feira, os alunos dos cursos de Comunicação Social (Publicidade e Propaganda / Jornalismo), da Faculdade Estácio de Juiz de Fora, assistiram a uma aula inaugural com o documentarista João Moreira Salles. A aula foi teletransmitida diretamente da unidade Estácio da cidade do Rio de Janeiro. No campus juizforano, os alunos se reuniram no auditório Guimarães Rosa que permaneceu lotado. A tele-aula transcorreu em um clima de bate-papo, como um top show, e foi mediada pelo professor de Comunicação da Estácio Rio, Flávio Dicola. A transmissão aconteceu para 73 unidades brasileiras da instituição. Entre os professores presentes estavam a coordenadora dos cursos de Jornalismo e Designer de Moda, Jakeline Sousa, a coordenadora do curso de Publicidade e Propaganda Luciana Varga, o coordenador do Núcleo de Comunicação da Instituição (NUCOM), Antônio Carlos da Hora e o professor da disciplina de Laboratório de Planejamento Gráfico, Luiz Cláudio Fajardo.

O documentarista revelou que se formou em Economia pela PUC Rio e que, tem uma grande admiração e curiosidade no campo da Medicina. Na década de 80 fez o roteiro para a série "Japão, uma Viagem no Tempo" e, dirigiu o filme "China, o Império do Centro". Ele ainda produziu a película "Santiago", um documentário sobre um antigo mordomo de sua família. Segundo João Moreira, nos anos de mandato do presidente Fernando Collor, logo no início dos anos 90, o Brasil passou por período de abolição à produção cinematográfica. “Não havia incentivos fiscais para a produção de filmes nacionais”. Já no pós-governo de Fernando Henrique Cardoso os profissionais do cinema, cineastas e documentaristas voltaram às atenções para as campanhas publicitárias, deixando em segundo plano a produção de longas metragens. “As peças publicitárias oferecem um retorno financeiro mais rápido e são menos dispendiosas na elaboração”.

Ele acredita que “tendo um tema, tem-se um filme”. No entanto, esclarece que nem sempre a parceria tema e filme formam uma dupla perfeita. “Temos temas excelentes e péssimos filmes. E, filmes muitos bons com temas ruins”. Salles, ainda, explicou que os filmes são maneiras e formas de se contar uma história e, que a sedução faz parte de quem conta. “Esse é o segredo do sucesso para arrebatar as bilheterias”. Para João Moreira o poder está nas mãos de quem filma e não nas mãos da pessoa, assunto ou objeto filmado. O público se apaixona pelo discurso dito pelos personagens midiáticos, mesmo não sendo estes relatos dos próprios personagens. Ele enfatizou que um trabalho em equipe, o tripé: personagem, diretor e imaginação resultam em um bom filme.

O documentarista afirmou que mantém boas relações no campo jornalístico, e aposta na mistura de gerações de jornalistas. Além de produzir filmes, Salles escreve para a revista literária Piauí, que tem um foco abstrato, sem editorias e reuniões de pautas. “A revista não segue uma estrutura padrão de uma redação jornalística, como a dos grandes jornais”. Ele ressalta que os jornalistas apresentam mais autonomia para a produção de matérias e velocidade, devido ao marcador implacável do deadline das redações, além de poderem trabalhar com variados temas. O documentarista procura manter a mente aberta e uma curiosidade aguçada para abordar novos temas. Antes de finalizar a entrevista, lançou um questionamento para os graduandos em Comunicação: “vale a pena fazer cinema no Brasil?” encerrou.
Wellerson Cassimiro

Os infográficos e a sua aplicação

A convergência de mídias já é uma realidade e, o jornalismo, em especial, ganhou inúmeras vertentes com o advento da internet e seu fácil acesso. Todos os dias, novos desafios emergem diante do fato a ser noticiado no meio digital. Desse modo, ser multifacetado, saber interagir com os diversos veículos comunicacionais, é uma exigência do mercado de trabalho. Preocupado com alguns recursos utilizados na web pelo jornalismo, Ricardo Castilhos Gomes Amaral fez uma exímia análise dos infográficos usados neste campo. Os infográficos, amiúde, acompanham os textos. No seu artigo “Limites dos Infográficos Jornalísticos na Web”, Ricardo Gomes analisa estes recursos, sua aplicação pelos meios de comunicação e sua eficiência de emitir a mensagem.

Amaral relata quatro gerações de infográficos. São eles: de primeira e segunda geração, com semelhanças entre si. Os de primeira geração: infos com uma linguagem linear. Estes se assemelham aos gráficos ilustrados. Já os de segunda geração fazem uso de links e animação. E, os infogrfáficos de terceira e quarta geração.

Os infos da terceira geração são melhor exemplificados, como newsgames e webinfográficos, onde o principal fator é a multimidialidade. Ou seja, interação com o público. Confude-se um pouco com seus semelhantes: a reportagem multimídia. Nos infos da quarta geração, surgem infográficos elaborados em Base de Dados com personalização do conteúdo. Ricardo Gomes ainda cita o sistema arbóreo, onde todas as gerações de infográficos são colocadas sob uma mesma linha, similar, e os produtos semelhantes são distribuídos em galhos, como uma árvore.
Wellerson Cassimiro

19 de jul. de 2010

Hinário em Pauta - Música Altos Louvores

Texto de Sarah Poulton Kalley (1873) e música de Charles Avison (1710 – 1770), o hino “Altos Louvores”, contido no Hinário Novo Cântico (HNC) da Igreja Presbiteriana do Brasil, mostra um

Sua tonalidade em bemol a obra revela os dois primeiros versos - de cada estrofe - como uma anunciação, um forte chamado ou uma aclamação. Nestes versos, as notas das vozes do soprano, contralto e tenor permanecem agudas, apenas com a exceção da voz do baixo. Este recurso, usado por Avison, tem a intenção de destacar um trecho da peça para valorizar o conteúdo da mensagem escrita, que está sendo entoada.

Nos versos que se seguem observa-se um suave diálogo entre os compassos, alternando notas, pouco, agudas. Há um contraste imediato estes quatros versos; como se depois da tempestade (do primeiro e segundo verso) viesse a calmaria (do terceiro e quarto verso), separados por uma pausa da semínima no compasso quaternário. Tal estrutura ocorre de modo seqüenciado em todas as estrofes.

O último verso de cada estrofe é cantado duas vezes. Cada vez que o verso é repetido, executam notas diferentes, terminando em um primordial “rallentando”.
O hinário não apresenta, nesta peça, as expressões de intensidade cabendo, assim, ao músico a sua auto-interpretação da mensagem, correspondendo corretamente, as expressões como, pianíssimo, mezzoforte e sforzando. O último compasso, de cada estrofe, é formado por uma mínima acompanhada de uma pausa da semínima.

A versão adotada pela Igreja Presbiteriana do Brasil contém quatros estrofes, sendo que a mensagem, das duas primeiras, destina-se para o homem. Surge um convite para que o homem louve seu criador, nas frases: “Altos louvores a quem triunfou” e, “Glória rendemos ao bom Salvador”. No entanto, a mensagem das demais estrofes tem o objetivo de adoração Divina, confessando que Deus é amparo constante e fiel protetor. Wellerson Cassimiro

1 de jul. de 2010

Juiz de Fora e a Copa do Mundo 2010




Fotos: Wellerson Cassimiro - Rua Marechal Deodoro - centro.

Manipulação Imagética

Matrix, Avatar, Titanic e 300. Todos, longas-metragens hollywoodianos, ganharam destaque nas bilheterias dos cinemas e chamaram a atenção por causa de sua produção. Reproduzir um grande naufrágio épico com inúmeras mortes, criar um mundo totalmente psicodélico, imaginário, ou simular grandes batalhas quase que medievais seriam bem mais difícil se não fosse pela presença dos modernos softwares de alterações digitais. A manipulação imagética chegou às telas do cinema no final da década de 90 e ganhou forças no início do atual século. Até mesmo alguns diretores de novelas já aderiram aos recursos de manipulação digital.

Feliz, ou infelizmente, esta técnica chegou ao jornalismo. Empresas jornalísticas, instituições até sérias, em nada sensacionalistas, se apoderaram desse recurso. A manipulação digital, no entanto, se consagra como uma via de mão dupla. Criado para suprimir possíveis falhas como, baixa iluminação ou olhos vermelhos, estes softwares, por vezes, são empregados de forma equivocada e até tendenciosa, criando e alterando cenários e elementos de composição. O resultado é incômodo e, algumas vezes, processos judiciais. Para o jornalismo diário a principal perda é a credibilidade e a veracidade das informações imagéticas, algo precioso para esta ciência social.

Acredito que a “manipulação” mais perfeita ocorre no momento exato da captura dos fatos. A experiência do fotojornalista fez com que ele registre cenas inusitadas e curiosas, dignas de prêmios. Alterar as imagens arquivadas em computadores é fácil. O Photoshop, por exemplo, criado em 1987 por Thomas Knoll, a cada ano torna-se mais fácil o seu manuseio. Em segundos retira-se uma pessoa, objeto da imagem ou até amputa-se membros do corpo. O difícil é produzir fotografias bem estruturadas no ato captura contendo uma informação explícita e uma opinião implícita, sem lançar mão dos recursos de softwares. Wellerson Cassimiro.