11 de abr. de 2013
Concerto de piano com Vera Astrachan
10 de abr. de 2013
Alfabetização Visual - Princípios da Semiótica
31 de mar. de 2013
Hino Ressurgiu - Christ Arose
De Bach a Robert Lowry: Músicas sacras para a Páscoa
Depois do “Oratório de Páscoa BWV249” e as “Paixões BWV244 / BWV 245”, de Johann Sebastian Bach, o hino “Ressurgiu" (Morto e Ressurreto HNC nº274) é a música sacra mais executada no dia de Páscoa. Melodicamente, este hino representa, com exímia expressão, a morte, ressurreição e a ascensão de Jesus Cristo aos céus. Ideal para o canto coral, esta peça hinística foi escrita pelo norte-americano Robert Lowry (1874) e, é baseado nos capítulos 18 e 19 do Evangelho de João. Perfeito exemplo da união de texto e música, o hino revela um forte contraste em sua estrutura melódica, semelhante às obras barrocas. Cada estrofe - parte escura da música - que conta a morte de Jesus é executada em registro grave, resultando em um clima sombrio. O refrão, entretanto, - parte clara - é executado em allegro, resultando em um clima festivo. Essa passagem dos registros graves para os registros agudos representa a ressurreição, a mudança de estado de Cristo, da morte para a vida. E, independente do instrumento, para ressaltar a transição do clima fúnebre para uma atmosfera de alegria, pode-se executar as notas graves, do início do coro de modo bem denso. Wellerson Cassimiro
Depois do “Oratório de Páscoa BWV249” e as “Paixões BWV244 / BWV 245”, de Johann Sebastian Bach, o hino “Ressurgiu" (Morto e Ressurreto HNC nº274) é a música sacra mais executada no dia de Páscoa. Melodicamente, este hino representa, com exímia expressão, a morte, ressurreição e a ascensão de Jesus Cristo aos céus. Ideal para o canto coral, esta peça hinística foi escrita pelo norte-americano Robert Lowry (1874) e, é baseado nos capítulos 18 e 19 do Evangelho de João. Perfeito exemplo da união de texto e música, o hino revela um forte contraste em sua estrutura melódica, semelhante às obras barrocas. Cada estrofe - parte escura da música - que conta a morte de Jesus é executada em registro grave, resultando em um clima sombrio. O refrão, entretanto, - parte clara - é executado em allegro, resultando em um clima festivo. Essa passagem dos registros graves para os registros agudos representa a ressurreição, a mudança de estado de Cristo, da morte para a vida. E, independente do instrumento, para ressaltar a transição do clima fúnebre para uma atmosfera de alegria, pode-se executar as notas graves, do início do coro de modo bem denso. Wellerson Cassimiro
26 de mar. de 2013
Concerto de Harpa e Orquestra de Câmara
Da Revolução Francesa ao Impressionismo
Villa-Lobos, Grieg, Debussy e Guerra-Peixe foram alguns dos compositores que tiveram suas obras interpretadas no concerto de Harpa e Orquestra, realizado ontem à noite (25), no Teatro Pró-Música, em Juiz de Fora (MG). Sob a regência de Nerisa Aldrighi, a Orquestra de Câmara Pró-Música executou a “Suite Holberg”, de Edward Grieg (1843-1907), e “Pavante Pour une Enfant Défunte”, do impressionista Maurice Ravel (1875-1937). A harpista convidada, Vanja Ferreira (RJ), acompanhou a orquestra no segundo momento do concerto, interpretando obras do também impressionista Claude Debussy (1862-1918) e a “Ária em Estilo Clássico”, do compositor francês Marcel Grandjany (1891-1975), composta originalmente para harpa e órgão. Mesmo com a forte chuva que caiu antes da apresentação, o Teatro Pró-Música ficou lotado. E, aplaudida de pé, a orquestra encerrou o concerto com a peça “Mourão”, de Guerra-Peixe. Wellerson Cassimiro.
Villa-Lobos, Grieg, Debussy e Guerra-Peixe foram alguns dos compositores que tiveram suas obras interpretadas no concerto de Harpa e Orquestra, realizado ontem à noite (25), no Teatro Pró-Música, em Juiz de Fora (MG). Sob a regência de Nerisa Aldrighi, a Orquestra de Câmara Pró-Música executou a “Suite Holberg”, de Edward Grieg (1843-1907), e “Pavante Pour une Enfant Défunte”, do impressionista Maurice Ravel (1875-1937). A harpista convidada, Vanja Ferreira (RJ), acompanhou a orquestra no segundo momento do concerto, interpretando obras do também impressionista Claude Debussy (1862-1918) e a “Ária em Estilo Clássico”, do compositor francês Marcel Grandjany (1891-1975), composta originalmente para harpa e órgão. Mesmo com a forte chuva que caiu antes da apresentação, o Teatro Pró-Música ficou lotado. E, aplaudida de pé, a orquestra encerrou o concerto com a peça “Mourão”, de Guerra-Peixe. Wellerson Cassimiro.
5 de mar. de 2013
05 de Março - Dia Nacional da Música Clássica
Comemora-se nesta terça-feira (05), o Dia Nacional da Música Clássica, também, data do nascimento do compositor brasileiro Heitor Villa-Lobos. Na verdade, não foi uma coincidência. Esta comemoração foi criada por iniciativa do Grupo VivaMúsica! que, a partir do ano de 2005, realizou uma consulta nacional aos profissionais eruditos, sugerindo três datas para a criação do Dia Nacional da Música Clássica. Dados do site VivaMúsica! revela que as três opções foram as datas de aniversários dos seguintes compositores: Antônio Carlos Gomes, Villa-Lobos e José Maurício Nunes Garcia. No entanto, a data de nascimento de Villa-Lobos, venceu com ampla maioria dos votos.
Heitor Villa-Lobos ficou mais conhecido como um revolucionário que provocou um rompimento com a música acadêmica brasileira. Ele é o principal responsável pela descoberta de uma linguagem musical peculiar. Em suas obras há a presença de elementos das canções folclóricas, populares, indígenas e sons da fauna e flora nacional. As viagens que fez pelo interior do país influenciaram suas composições. Entre elas, destacam-se: "Bachianas Brasileiras", "Cair da Tarde", "Evocação", "Quadrilha", "Xangô", "Miudinho", "Remeiro do São Francisco", "Canção de Amor", "Melodia Sentimental" e o famoso "Trenzinho Caipira". Heitor Villa-Lobos é considerado o maior representante da música modernista no Brasil e suas obras revelam o verdadeiro espírito nacionalista. Wellerson Cassimiro
3 de mar. de 2013
Johann Bernhard Bach - o primo pouco lembrado
Pouco lembrado em festivais de música barroca e tão pouco mencionado em livros de música erudita, no entanto, não menos importante e produtivo, Johann Bernhard Bach foi um exímio compositor alemão, e primo de segundo grau do virtuose organista Johann Sebastian Bach. A família Bach é conhecida por ser uma dinastia de talentosos músicos e compositores. Até mesmo, a ovelha negra da família, Wilhelm Friedemann Bach, tem o seu merecido reconhecimento, através das obras “Fantasia para cravo em C menor”, as “Danças alemãs para cravo em sol menor” e a peça “Cravo Suite em Sol menor”.
Bernhard nasceu em Erfurt, a 23 de maio de 1676, e recebeu as primeiras aulas de música de seu pai, Johann Aegidus Bach, violinista, organista e diretor da orquestra da Corte. Em 1695, aos 19 anos, o jovem assumiu o cargo de organista em Erfurt. Não obstante, em 1703, período de transição do barroco para o classicismo, Bernhard substituiu Johann Christoph Friedrich Bach como, organista em Eisenach, e também como cravista na orquestra da Corte. O início do século XVII marca a popularização do pianoforte, mais tarde conhecido como piano, e o desuso do cravo para os acompanhamentos da execução do baixo contínuo.
Quanto às suas composições, infelizmente, boa parte se perderam. Contudo, de suas peças mais célebres, sobreviveram as quatro suites orquestrais, que revelam todo o potencial de composição do primo do “Pai da Música”. Desta obra, destaco a surpreendente Suite nº2, que se apresenta menos densa e de leves contrastes, além de revelar uma espécie de afastamento da tradicional arte barroca do claro e o do escuro. Wellerson Cassimiro.
15 de fev. de 2013
29 de jan. de 2013
Opus 1 - Prelúdios de um Minimalismo Urbano
Durante toda a História da Música, nota-se os mais diversos gêneros musicais, que permeiam tanto o meio erudito quanto o popular, como as óperas, oratórios, choros, sonatas, sinfonias, modinhas, concertos, missas dentre outros. Os chamados Prelúdios, entretanto, amiúde curtos e com tema único, é o destaque desta publicação. Estes gêneros caracterizam-se por serem obras que antecedem um evento musical maior. Nos séculos XVII e XVIII, por exemplo, era comum os prelúdios acompanharem os balés e as óperas.
E, desde os tempos medievais, principalmente, no meio religioso, os prelúdios se destacam e servem como convites musicais, que anunciam às pessoas presentes dentro e fora do templo que a celebração litúrgica está prestes a começar. Esta tradição, de executar uma peça vocal ou instrumental antes das cerimônias religiosas, atravessou séculos e, ainda hoje, é um hábito corriqueiro nas igrejas e comunidades religiosas mais ortodoxas.
Criticado e, severamente, ridicularizado pelos compositores e músicos mais conservadores da década de 1960, o Minimalismo surgiu como forma de ruptura com a corrente conservadora de se fazer e executar música. À época, no cenário mundial, em especial, nos países das Américas, havia extrema diversidade cultural e de diferentes ideologias, que vieram à tona de modo súbito, pois em meio aos artistas, pensadores e estudiosos, predominava o sentimento de busca pela novidade (CERVO, 2005). Era um momento de forte ebulição cultural, político, econômico e, claro, também religioso. E as manifestações de toda espécie, rapidamente, se multiplicavam (BARSA, 1975). Como exemplo, temos o Brasil que assistia a saída do Estado Novo, da política progressista do presidente Getúlio Vargas e via surgir o Regime Militar, com o golpe de 1964. Não obstante, os países do Reino Unido anunciavam a posse de uma bomba atômica; Marilyn Monroe polemizava o universo das vitrines de moda, ao deixar à mostra, boa parte de seu corpo através de vestidos transparentes. E, mesmo com a repressora maioria conservadora, os mais corajosos lutavam por ideais esquerdistas e anarquistas, que encantavam os jovens de todo o mundo, tendo como resultado movimentos artísticos variados, como os festivais de música que lotavam auditórios e grandes campos naturais (BARSA, 1975).
E, a expansão dos temas, novos tipos de fontes fonográficos, documentários, programas de televisão e o crescimento do mercado cinematográfico, foram ainda aspectos que proporcionaram o fortalecimento do Minimalismo (ASSIS, 2009). Em seu artigo, “O Minimalismo e suas técnicas composicionais”, Dimitri Cervo afirma que o Minimalismo é o fruto de toda esta década de transformações e buscas incessantes por ideais de liberdade cultural, que atingiu os mais diversos segmentos artísticos, como na pintura, fotografia e cinema. Em especial, na música, o Minimalismo surgiu nos Estados Unidos (EUA) pelas mãos de quatro compositores Steve Reich (1936), LaMonte Young (1935), Philip Glass (1937) e Terry Riley (1935). Este novo estilo incentivou a produção musical de novos compositores e está, intimamente, ligada à música eletrônica (CERVO, 2005). Amiúde, a música Minimalista tem como característica a repetição permanente de poucos compassos, com pequenas variações através de grandes períodos de tempo e ritmos quase que hipnotizantes (CERVO, 2005).
Acredito que o maior valor do estilo Minimalista, tanto musical quanto nas demais áreas da Arte – pintura e fotografia, por exemplo - é justamente este rompimento com o conservadorismo. É lançar um olhar diferenciado sobre o mundo. É olhar um mesmo objeto sobre diferentes ângulos. Na música, proporcionou uma devida abertura para aqueles músicos e compositores que até então demonstravam seus virtuosismos em espaços alternativos como, exilados do cenário musical; renegados por uma sociedade de valores ambíguos, como sendo menos importantes do que os compositores tradicionalistas. Contudo, não demorou para que este novo estilo alcançasse os ambientes mais elitizados dos grandes centos urbanos. Desse modo, como forma de expressão libertária, segue este “Opus 1 – Prelúdios Minimalistas”, no qual resolvi atribuir ao gênero musical e tradicional prelúdio, as características primordiais do movimento Minimalista.
4 de jan. de 2013
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